por Douglas Weege
Como é sabido, Kant, na Fundamentação da Metafísica dos Costumes, têm como finalidade, como ele mesmo menciona, a busca e fixação do princípio supremo da moralidade.[1] Antes, entretanto, de mergulhar propriamente em sua análise é possível perceber uma extrema preocupação do pensador com relação a esclarecer explicitamente o campo e área em que estará concentrado, isto é, a filosofia moral e/ou ética. Além disso, aponta o motivo pelo qual se faz importante tal análise, bem como, aonde objetiva chegar com a mesma. Através destes vários apontamentos o pensador começará a abordar propriamente aquilo que lhe traz certo “incômodo” no que se refere a uma antiquada noção e/ou compreensão do julgamento, se assim podemos dizer, da ação moral. Faz parte de seu objetivo elucidar, apontar e/ou descobrir, no decorrer de sua reflexão, a possibilidade de existência de um princípio moral que viesse a servir de base e modelo de forma universal, independentemente de tempo e espaço, ou seja, que pudesse ser válido em todo e qualquer lugar, a qualquer momento e, fundamentalmente, para qualquer povo ou nação. Pois bem, nesta “aventura kantiana” é importante destacar que a representação de um princípio objetivo, enquanto obrigante para uma vontade, chama-se um mandamento (da razão), e a fórmula do mandamento chama-se Imperativo.[2]


.jpg)

