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21 de dezembro de 2012

Sobre os imperativos kantianos

por Douglas Weege

Como é sabido, Kant, na Fundamentação da Metafísica dos Costumes, têm como finalidade, como ele mesmo menciona, a busca e fixação do princípio supremo da moralidade.[1] Antes, entretanto, de mergulhar propriamente em sua análise é possível perceber uma extrema preocupação do pensador com relação a esclarecer explicitamente o campo e área em que estará concentrado, isto é, a filosofia moral e/ou ética. Além disso, aponta o motivo pelo qual se faz importante tal análise, bem como, aonde objetiva chegar com a mesma. Através destes vários apontamentos o pensador começará a abordar propriamente aquilo que lhe traz certo “incômodo” no que se refere a uma antiquada noção e/ou compreensão do julgamento, se assim podemos dizer, da ação moral. Faz parte de seu objetivo elucidar, apontar e/ou descobrir, no decorrer de sua reflexão, a possibilidade de existência de um princípio moral que viesse a servir de base e modelo de forma universal, independentemente de tempo e espaço, ou seja, que pudesse ser válido em todo e qualquer lugar, a qualquer momento e, fundamentalmente, para qualquer povo ou nação. Pois bem, nesta “aventura kantiana” é importante destacar que a representação de um princípio objetivo, enquanto obrigante para uma vontade, chama-se um mandamento (da razão), e a fórmula do mandamento chama-se Imperativo.[2]

15 de novembro de 2012

Uma Análise da Obra "Ética a Nicômaco - Livro I" de Aristóteles


por Douglas Weege


RESUMO
As diversas noções de felicidade existentes influenciam diretamente a prática cotidiana do indivíduo. Em Aristóteles podemos notar uma noção bem precisa. Compartilhamos do pensamento aristotélico no que concerne a esta concepção de felicidade por verificarmos que esta noção possibilita ao indivíduo uma vida boa. Vida boa refere-se a uma vida virtuosa, condizente com a função do homem tratada por Aristóteles de modo ímpar.


Palavras-chave: felicidade, virtude, sumo bem, bem.

18 de setembro de 2012

As formulações do imperativo categórico

por Douglas Weege

A proposta aqui é apontar, apenas brevemente, as diversas formulações do imperativo categórico kantiano. É importante mencionar, inicialmente, que Kant enfatiza o caráter único do imperativo categórico e que deste único imperativo podem derivar todos os imperativos do dever.[1] Uma primeira formulação que notamos em relação ao imperativo categórico na Fundamentação é o seguinte: “Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal”. É importante ressaltar que este “querer” presente na formulação não deve ser entendido meramente como um desejo impensável ou subjetivo, mas de tal forma que a sua ação seja de fato viável de forma objetiva e que possa, desta maneira, servir de modelo e lei a todo e qualquer ser racional. Sem demora, Kant insere uma segunda formulação. É a seguinte: “Age como se a máxima de tua ação se devesse tornar, pela tua vontade, em lei universal da natureza”. Parece haver aí um convite a reflexão de nossas ações subjetivas e julgá-las como possíveis de serem tidas como lei universal da natureza. Fato é que Kant inicia no decorrer da Fundamentação uma série de exemplos com intuito de analisar as máximas existentes no cotidiano do ser humano.

20 de fevereiro de 2012

Sobre o juízo moral de aprovação e desaprovação

por Douglas Weege

Com intuito de analisar coerentemente como é gerado o juízo moral de aprovação e desaprovação faz-se necessário um apontamento contextual sobre a reflexão realizada por David Hume, que serve de embasamento sólido para suas elucidações posteriores. No início da investigação humeana – sobre os princípios da moral – fica evidente a questão central de toda sua abordagem, isto é, se os fundamentos gerais da moral derivam da razão ou do sentimento. É notória, no decorrer de sua obra, a insatisfação para com os racionalistas, que, segundo o pesquisador Jaimir Conte, “sustentavam que as ações são em si mesmas certas ou erradas, e que o sentimento e o interesse próprio poderiam e deveriam ser superados por idéias adequadas do que é eternamente bom ou mau”.[1] Hume é contra esta visão em sua filosofia moral. Embora evidencie o papel positivo da razão nas ações morais, expõe de maneira clara e prática, como bom empirista, diversos aspectos da vida cotidiana que não o permitiram pensar como Locke, Clarke e outros pensadores.

6 de março de 2009

A Medíocre Filosofia do "Me Engana que Eu Gosto"


Não. Não sou pessimista. Apenas atento para aquilo que está diante dos meus olhos. Infelizmente, não me agrado com o que vejo. Mas não me agrado não por mero egoísmo ou insatisfação. Perante o que meus olhos testemunham, não me agrado principalmente pelo fato de que (quase) toda mudança ocorrida na humanidade não passa de uma medíocre escolha das pessoas através da constatação de que: "Serei mais aceito desta do que daquela maneira".
Em todo campo do saber humano se nota - A medíocre filosofia do "me engana que eu gosto".