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29 de agosto de 2016

E quando a democracia perde?


por Douglas Weege

Já especulei de forma particular ou publicamente alguns pontos em relação ao cenário político brasileiro, assim como, também, já testemunhei conversas variadas sobre o assunto. Na realidade todo brasileiro já esteve nessa ou naquela circunstância, e o que parece claro para quem se propõe olhar seriamente ao espetáculo da política tupiniquim é que, tanto em uma quanto em outra situação, a falta de imparcialidade para discutir as questões públicas manifesta-se como a regra do jogo. Não do jogo político, mas da famosa politicagem.

10 de abril de 2015

Erudição Burra I


por Douglas Weege


O problema da intolerância é um problema de raciocínio lógico. Há erros lógicos simples, de fácil constatação. Mas existem outros um tanto sutis, que requer atenção. Diria que o problema referido não está localizado numa ou outra ponta, nessa ou naquela classificação, mas num espaço de difícil determinação. Veja, a reflexão aqui não refere-se aquele tipo de intolerância grosseira e cruel, de instantânea identificação, mas de um tipo bem específico de intolerância disfarçada, camuflada e maquiada com uma fala elegante, uma argumentação bem construída e certa defesa (até) eficiente de certa posição.  No entanto, não passa de um modo de pensar intolerante fundado numa erudição burra.

6 de abril de 2015

Greve de professores, Mídia, Governo - contrariados, contraentes, contraditores


por Douglas Weege

As greves dos vários setores não são iguais, isso é óbvio. Não são noticiadas da mesma maneira, isso é preocupante. Não são encaradas em sua realidade da maneira que deveria, isso é perigoso. Na educação, sempre que uma greve começa surge logo a pergunta da imagem acima. Infelizmente ela denuncia algo, a saber, que boa parte de estudantes, família e sociedade em geral não sabe os motivos reais que acarretaram a greve, ou pior, estão pouco preocupados.

23 de janeiro de 2015

Sobre a curiosidade


por Douglas Weege

Dizem que a curiosidade mata, mas tenho a sensação que o que mata mesmo é a falta de desejo em saber. Atribuem a Eça de Queiróz a seguinte afirmação: "Curiosidade: instinto que leva alguns a olhar pelo buraco da fechadura, e outros a descobrir a América". Se há dois tipos de curiosidade não sei, mas a que interessa aqui é essa capaz de descobrir um continente. Do contrário, se for para olhar pelo buraco da fechadura, que seja pela porta do conhecimento.

22 de novembro de 2014

O que, de fato, importa?


por Douglas Weege

A palavra importância deriva do latim importans, importare que pode ser traduzida por "ser significante em", originalmente "trazer para", formada por in, "em", mais portare, "levar, carregar". Quando se fala em importação todos sabem o significado, ou seja, refere-se ao transporte de um produto de fora do país para dentro. O mesmo ocorre com cada pessoa em relação aquilo que considera importante para sua vida. Todos levam para dentro de seu ser aquilo que consideram importante. Por isso, cabe a pergunta: o que, de fato, importa?

24 de maio de 2014

A culpa não é do futebol!


por Douglas Weege

A culpa não é do futebol. Este é apenas um esporte como qualquer outro (mesmo os amantes do futebol, como eu, devem aceitar isso) e, como qualquer outro esporte, é realizado, desenvolvido e idealizado por pessoas. Aí reside o problema: pessoas. Com o interesse privado subordinando o interesse público nos deparamos com um problema de gestão. Não desta gestão, mas da cultura governamental instaurada desde a muito tempo em nossa nação. Aí reside, em grande parcela, o que podemos chamar de culpa. A culpa, como em qualquer esporte coletivo, não é individual, mas de grupo e, deste modo, todos nós estamos inseridos.