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20 de fevereiro de 2012

Sobre o juízo moral de aprovação e desaprovação

por Douglas Weege

Com intuito de analisar coerentemente como é gerado o juízo moral de aprovação e desaprovação faz-se necessário um apontamento contextual sobre a reflexão realizada por David Hume, que serve de embasamento sólido para suas elucidações posteriores. No início da investigação humeana – sobre os princípios da moral – fica evidente a questão central de toda sua abordagem, isto é, se os fundamentos gerais da moral derivam da razão ou do sentimento. É notória, no decorrer de sua obra, a insatisfação para com os racionalistas, que, segundo o pesquisador Jaimir Conte, “sustentavam que as ações são em si mesmas certas ou erradas, e que o sentimento e o interesse próprio poderiam e deveriam ser superados por idéias adequadas do que é eternamente bom ou mau”.[1] Hume é contra esta visão em sua filosofia moral. Embora evidencie o papel positivo da razão nas ações morais, expõe de maneira clara e prática, como bom empirista, diversos aspectos da vida cotidiana que não o permitiram pensar como Locke, Clarke e outros pensadores.