Existem coisas na vida que se você possui e/ou experimenta lhe fazem
alguém melhor. Parece-me razoável que uma dessas coisas denominamos de
"empatia". De modo geral, diz-se que a empatia é uma "capacidade
psicológica para se identificar com o eu de outro, conseguindo sentir o mesmo
que este nas situações e circunstâncias por esse outro vivenciadas"[1]. De
início, é preciso dizer que ter empatia não tem qualquer relação com aquele
sentimento de pena que muitos tem pelos outros. Ter pena não é empatia, longe disso!
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25 de abril de 2016
1 de novembro de 2013
A contemporaneidade e seu CULTO
“O capitalismo é uma religião
puramente cultual, talvez até a mais extremada que já existiu. Nele, todas as
coisas só adquirem significado na relação imediata com o culto; ele não possui
nenhuma dogmática, nenhuma teologia.” (BENJAMIN, 2013, p. 21) . O culto, entendido como “um conjunto de
ritos e práticas de veneração ou de propiciação de divindades, de ancestrais,
de seres sobrenaturais ou de certos símbolos (JAPIASSÚ, 2006, p. 63) ”, no que se refere à
religião capitalista, parece ser evidenciado em símbolos e divindades. Se no
cristianismo a cruz aparece como símbolo central da fé no Cristo ressurreto, no
capitalismo as cédulas bancárias se
apresentam diariamente para evocar o culto
capitalista. Elas, mais do que
qualquer outra coisa, mostram-se para a sociedade contemporânea como resolução
das preocupações e inquietações humanas. Não por acaso, a elas presta-se a veneração. Mas “o papel-moeda é apenas uma das
manifestações de uma divindade mais fundamental do sistema capitalista cultual:
o dinheiro” (LÖWY, 2005) .
Sobre isso, Walter Benjamin deixa uma referência bastante interessante em seu
fragmento de 1921 do pensador anarquista Gustav Landauer:
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