
por Douglas Weege
A República, obra mais pretensiosa de Platão, segundo Roberto Bolzani Filho, começa, em seu Livro I, com o diálogo entre Sócrates e Céfalo acerca do que se podia aprender com a velhice. Céfalo, o personagem avançado em idade, argumenta que devido a proximidade com a morte e pelo temor com aquilo que os poetas falavam a respeito do Hades, sua atenção voltava-se para com as injustiças que havia cometido ou a tentativa de não mais cometê-las. O que, ao final da vida importa, é perceber se levou uma vida com sabedoria e justiça.